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cidadeagar

UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA

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UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA

NOVO HOSPITAL EM ÉVORA

31.10.08, José Rocha

Concurso público lançado com ministra da Saúde

O primeiro concurso público para o novo Hospital Central do Espírito Santo, em Évora, num investimento estimado de 94 milhões de euros, é lançado hoje, numa cerimónia presidida pela ministra da Saúde, Ana Jorge. O equipamento deverá entrar em obras, de acordo com as previsões, em 2010, para que a abertura ao público aconteça no final de 2013. O concurso público internacional a lançar esta sexta-feira destina-se à execução da componente de arquitectura e de projectos técnicos das várias especialidades, após o que será lançado um novo concurso público para a empreitada de construção.
O novo hospital é uma reivindicação antiga por parte das forças políticas, autarquias e responsáveis hospitalares de Évora, que insistiram por diversas vezes nos últimos anos na necessidade do equipamento. Os actuais hospitais do Espírito Santo e do Patrocínio, existentes na cidade, estão separados por uma via rodoviária e têm serviços dispersos por cinco edifícios distintos. «O actual hospital distrital tem mais de 30 anos de vida útil, está esgotado tecnicamente», afirmou à agência Lusa o presidente do conselho de administração do hospital de Évora, António Serrano, congratulando-se com o avanço da nova unidade. Além de permitir concentrar «todos os serviços num mesmo local», segundo o responsável, o novo equipamento vai ter à sua disposição «tecnologias mais modernas e valências que, actualmente, não existem em Évora», devido às limitações das actuais instalações.
A nova unidade, assegurou a Administração Regional de Saúde (ARS), vai ser um hospital «de referência na prestação de cuidados de saúde na região do Alentejo, com elevada diferenciação clínica e tecnológica». A área de influência de primeira linha da unidade abrange 150 mil pessoas, dos 14 concelhos do distrito de Évora, enquanto que, numa segunda linha, serão servidas 440 mil pessoas, dos restantes 33 concelhos da região Alentejo (Portalegre, Beja e Alentejo Litoral). «Actualmente, já somos um Hospital Central, mas essa classificação só será efectivamente concretizada quando o novo hospital entrar em funcionamento, porque, até lá, não temos condições para chegar a todos os utentes da região», sublinhou António Serrano. O Alentejo ficará servido de uma unidade hospitalar com «elevada diferenciação clínica e tecnológica», com uma carteira de serviços alargada a especialidades como «reumatologia, cirurgia plástica/maxilo-facial, cirurgia vascular e neurocirurgia». Além disso, o hospital, que pretende apostar no desenvolvimento das áreas de ambulatório, terá «as mais recentes» tecnologias de diagnóstico e terapêutica, como «medicina nuclear, hemodinâmica, angiografia digital, ressonância magnética ou radioterapia».
A implantar numa propriedade do Estado, de 25 hectares, numa das principais entradas da cidade, o equipamento vai ter uma área bruta construída de 70 mil metros quadrados e um parque de estacionamento de 32 mil metros quadrados. «Este hospital será construído de forma a poder facilmente expandir-se em caso de necessidades futuras», destacou a ARS, precisando que a sua lotação de 351 camas pode ser aumentada até às 440 camas (metade dos quartos são individuais com cama dupla).
O investimento será assegurado por fundos próprios do hospital, quer por via do seu capital, quer por via da alienação de património e do recurso a fundos comunitários.
 

Retirado de http://www.alentejopopular.pt/

Editado por José Luís Rocha