UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA
Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014
O PAÇO DOS HENRIQUES

 

 No passado dia cinco o Viana do Alentejo Só, deu relevo a um comentário (naturalmente porque se identifica com a perspectiva apresentada), sobre a obra de Recuperação e Reutilização do Conjunto do Paço dos Henriques, obra que na opinião do suposto comentador, “vai trazer ao Concelho é mais despesa, sacrifícios para as outras freguesias e sacrifícios ao movimento associativo do concelho”. Escreve o dissimulado comentador que esta é uma “obra da responsabilidade do Governo central, valerá a pena uma intervenção com um custo perto dos Três Milhões de euros, deixando para trás por exemplo, a segunda fase da requalificação do centro histórico de Viana”. Pela primeira parte da frase ficamos a saber da orientação política da pessoa (talvez por isso trasvestir-se de “comentador”), da segunda parte percebe-se que é alguém habituado ao exercício da demagogia. É que 2.090.000€ não são quase 3.000.000€ e insinuar que a Câmara vai investir esse dinheiro quando na realidade só comparticipa com 300.000€ é mesmo muita má-fé.

 Já agora, porquê a “segunda fase da requalificação do centro histórico de Viana”? Porque não a requalificação do Largo 25 de Abril e ruas adjacentes, em Aguiar? Viana Só?

 

 Há muito que a população de Alcáçovas anseia ver recuperado o Palácio, o Jardim das Conchas e a igreja anexa. Com a eterna desculpa de que era obra da “responsabilidade do Poder Central” nunca os sucessivos elencos autárquicos quiseram satisfazer esse lícito desejo dos munícipes. Afinal o Povo pouco mandava.

 

 

 Em 21 de Outubro de 2013 o Viana do Alentejo Só terminava uma série de três artigos sobre o Convento de Jesus em Viana com a palavra NEGLIGÊNCIA. Em que é que o Paço dos Henriques é diferente do Convento de Jesus?

 

 

 O Paço dos Henriques é um conjunto arquitectónico de inigualável valor, uma verdadeira preciosidade a nível Nacional. José Hermano Saraiva disse um dia que “o Palácio é um dos mais importantes cenários históricos da nossa história”. Como é que pessoas tão cultas, como as que estão por detrás do Viana do Alentejo Só, podem permitir que se questione o interesse desta intervenção, especialmente sendo ela no Centro Histórico de Alcáçovas? Era preferível continuar a cair e perder-se para sempre aquele Património? Quanto pior, melhor para o joguinho político?

 

 

Um munícipe devidamente identificado



publicado por José Rocha às 13:46
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8 comentários:
De Antonio a 7 de Fevereiro de 2014 às 22:31
Sem cor politica ... e acho que ha mais pessoas a nao concordar
Com tal astronómicas quantias a serem enterradas num edifício sem aproveitamento ...


De Anónimo a 8 de Fevereiro de 2014 às 00:19
O amigo deve ser daqueles que concorda com a venda dos quadros do Miró. Aquilo não tem aproveitamento nenhum, são uns bonecos manhosos às cores. E se, por exemplo, um dia for preciso enterrar umas astronómicas quantias para recuperar edifício do santuário da Senhora D’Aires ,e é preciso, também há-de ser um dinheiro muito mal gasto porque aquilo também não tem aproveitamento nenhum. Porque o amigo, ou será amiga?, provavelmente acha, enquanto anónimo, claro está, que a cultura, o património e a história de um povo não interessam para nada e não têm aproveitamento nenhum. Deixo a pergunta, ao menos o/a amiga sabe do que é que se está a falar?


De Antonio a 8 de Fevereiro de 2014 às 22:40
Por saber e conhecer o digo que o jardim e o portal de entrada do dito palacio tem valor arquitectónico. Por de resto so tem valor mesmo cenário por ter sido ali assinado o historico tratado de alcaçovas ..pois gostava entao depois de enterrado ali tal dinheiro que outra funçao ir ter este edifício. ? Senao mais gastos na sua manutenção. ?
Meu amigo aqui se tratou apenas um comentario sobre este dito palacio e nada mais ... como desconhece minha openiao sobre outros assuntos ou sobre minha cultura ...deve me um pedido de desculpas e a publicaçao destas palavras .. obrigado ... SOU UM ALCAÇOVENSE DE RAIZ QUE CONHECE SUA HISTORIA .. E DOS QUE SE SENTE OFENDIDO PELA ESCOLHA DO DIA 13 DE JANEIRO PARA FERIADO MUNICIPAL ..


De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2014 às 14:25
Todo o conjunto, palácio, jardim e igreja, tem um enorme valor arquitectónico e histórico, isso é um facto! A sua ruína e desaparecimento deixariam um buraco negro no centro histórico de Alcáçovas e constituiria mais uma perda no património histórico e arquitectónico do nosso País. Não sendo a sua recuperação vontade de meia dúzia de autistas - a quem politicamente tal não lhes interessa - é a vontade da esmagadora maioria da população de Alcáçovas e de todos aqueles que olham para este assunto de forma objectiva, sem ser através das palas da politiquice local. A vontade da sua recuperação também está, de certa forma, expressa nos resultados eleitorais das duas últimas eleições autárquicas.

Quem conhece bem a história de Alcáçovas sabe que antes desse 13 de Janeiro Alcáçovas era uma freguesia do concelho de Évora. O seu peso político, no conjunto das freguesias do então concelho de Évora, era quase nulo em comparação com o que tem no concelho de Viana. A ter continuado no concelho de Évora, piscinas, centro escolar e outras infra-estruturas muito possivelmente não existiriam hoje em Alcáçovas. Por outro lado, estou convencido que o conjunto arquitectónico do Paço dos Henriques, pela sua superior importância, há muito que estaria recuperado.

Infelizmente certas pardacentas personagens, muitas vezes dissimuladas atrás de uma escrita arrevesada, teimam em continuar a explorar, como outros fizeram no passado, uma estúpida rivalidade, alicerçada aliás numa boçal mentira.

Gerações de rapazes e raparigas de Alcáçovas casaram-se com gerações de raparigas e rapazes de Viana. Daí nasceram netos e bisnetos que alegram e dão sentido à nossa existência. Alcáçovas, Viana e Aguiar são comunidades irmãs, unidas - mais que por um qualquer mapa administrativo – por fortes laços e não os há mais fortes que os de sangue. O povo de Alcáçovas disse terminantemente não ao discurso xenófobo, explorado por alguns até à exaustão, durante a última campanha eleitoral. Numa prova de grande maturidade cívica colocou o interesse dos seus e da sua comunidade à frente de folclores e mitos urbanos doentios.

Coisas que só não vê quem não quer ver.



De Antonio a 10 de Fevereiro de 2014 às 22:10
Nao vimos os mesmos resultados na eleicao ..ha ja sei o sr viu o resultado do conselho .. eu vi da minha freguesia ...e nao foi bem assim .. em relaçao a essa revalidade esta bem presente e quem queira ver OLHE BEM PRA OS RESULTADO EM VIANA pela dimensao exagerada vem se que votaram contra um dos concorrentes POR SER ALCACOVENSE .. e ouvia se bem em Viana 1 PRESIDENTE ESCALHEIRO NUNCA..... mas mais uma vez o assunto é o dito palacio e mais uma vez afirmo que dinheiro é mal empregue . Ate para geraçoes futuras vai ser mau.. ali tem mais um edifício em braços para lhe consumir os poucos recursos que esta freguesia tem...o tempo ma dara razao ...


De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2014 às 14:07
A qualidade e quantidade de trabalho realizado, produzido por uma equipa forte e coesa, num cenário de profunda crise económica mundial, justificam plenamente os resultados alcançados nas últimas eleições autárquicas. Como alternativa, o principal opositor propôs-nos a pior lista desde sempre apresentada neste concelho, à frente da qual se encontra um político de carreira que toda a gente sabia não ter deixado saudades nenhumas em Alvito. Sendo os eleitores pessoas informadas e com discernimento, em democracia, não seriam de esperar resultados eleitorais muito diferentes.

Não julgo que em Viana a votação tenha sido anormalmente alta. Estranhei foi que o seu candidato não tenha conseguido sequer convencer o seu eleitorado e o do seu partido na sua própria terra natal. Até conseguiu a proeza de ter o pior resultado de sempre em Aguiar - aquilo esteve por um nadinha. E não me venha dizer que lá não gostam dos “escalheiros”, como o amigo diz, esse tipo de discurso já não pega, como aliás se viu.

A minha perspectiva é a de que as pessoas, fartas dos golpes de rins, conhecedoras dos enleios em que o seu candidato andava envolvido e da sua inabilidade em concretizar, apostaram em quem lhes garantia uma melhor gestão dos seus interesses, para além de não quererem arriscar a verem o nome da sua terra coberto de ridículo. Como cada vez menos as pessoas votam em partidos mas sim em pessoas e projectos - principalmente nas autárquicas – o resultado foi, a meu ver, perfeitamente compreensível.

A juntar a tudo isto temos também a total ausência de solidariedade política demonstrada pelo seu camarada Estêvão Pereira que manifestamente fez o frete de cumprir os serviços mínimos, porque de outra forma o lugarzinho que o Partido lhe arranjou na Vidigueira ia à vida. Até teve o cuidado de em Viana ir passando, aqui e acolá, a mensagem de que não acreditava naquela lista, mas que “tinha que ser”. Porquê? Não foi por acaso, de certeza.Com camaradas destes queria o quê?

Indo agora ao Paço dos Henriques, já percebi que o senhor não é pessoa que valorize muito essas coisas da história e do património. Por isso vamos pensar que se trata apenas de um qualquer imóvel em ruínas, em plena Praça da República. Para recuperar o edifício, o jardim e a igreja são necessários, segundo dizem, 2.090.000 €. Pelo que percebi o tal Poder Central entra com 1.790.000 € e a Câmara entra com 300.000 € - dinheiro que vem do Poder Central - parece-lhe um mau negócio? 300.000 €, segundo o que se constou, é menos que o que a Câmara gasta anualmente no funcionamento do mastodonte das piscinas de Alcáçovas. A Câmara, não a Junta de Freguesia, está-me a perceber, não está?

Vamos agora imaginar que não se recuperava aquele conjunto e, aceitando parte da sua sugestão, investia-se aquele dinheiro, não na segunda fase do Centro Histórico de Viana, mas sim no Centro Histórico de Alcáçovas. Agora imagine o que não seria e não se diria daquela zona toda arrumadinha mas com aquele conjunto todo em ruínas, provavelmente rodeado de tapumes para proteger as pessoas da queda de beirais, caixilhos, cantarias, etc., etc. Era uma vergonha e a culpa, diria o senhor, era … do Poder Central. Pois eu acho que a culpa seria de quem tendo podido agir e não agiu. De certa forma, enquanto cidadãos, a culpa seria de todos nós.

Esta intervenção que, segundo vi no projecto, contempla também a Praça da República configura-se igualmente como a primeira fase da Recuperação do Centro Histórico de Alcáçovas. Mesmo que após a obra o edifício, jardim e igreja fiquem fechados - o que não acredito - a sua recuperação e preservação para as gerações vindouras já terá valido a pena.


De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2014 às 17:07
Deixo uma pergunta ao sr/sra Alcaçovense que é contra a requalificação do Paço dos Henriques. Qual é a sua posição relativamente ao investimento que foi feito na piscina das Alcáçovas?



De Ana a 17 de Fevereiro de 2014 às 17:03
O povo só se sabe queixar... Um edificio histórico de grande valor vai ser recuperado com apoios da Europa e vai criar um novo polo cultural na vila. O que há de negativo nisto? Preferem que o palácio continue a apodrecer?...


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