UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA
Quarta-feira, 5 de Março de 2014
NOVO OLHAR SOBRE AS TERMAS DA GANHOTEIRA

 

 

 

 

 



publicado por José Rocha às 20:56
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1 comentário:
De Observador a 5 de Abril de 2014 às 21:27
Ai vai mais uma ajudinha:
Indicações
Doenças de pele, reumatismo
Tratamentos/ caracterização de utentes
Actualmente esta água é recolhida e utilizada em banhos ao domicílio

Instalações/ património construído e ambiental
É visível toda a caleira de escoamento de águas da mina, cerca 200 m antes de chegar à zona construída, uma sucessão de pequenos “vulcões”, do qual um ainda se encontra aberto com poço de grande profundidade (“cuidado não caia lado dentro, ninguém sabe a profundidade daquilo” [informante 2]). O último dos “vulcões” é o poço donde se retiravam as águas por bombagem. Está bastante obstruído por terras arenosas, embora ainda tenha água. À sua volta encontra-se a cobertura de três furos feitos nos anos 1990, quando a JF de S. Bartolomeu do Outeiro tentou reactivar as termas. Esta sucessão de “vulcões” continua no outro lado da ribeira, na Herdade da Casqueira, onde também houve instalações termais, prolongando-se até ao Sobral da Mina. Da parte construída actualmente existem ruínas do grande depósito de água; da caldeira de aquecimento da água onde mal se apercebe o forno da lenha; e o balneário, com sala central, do lado esquerdo, numa construção com 12 quartos de banho, sendo 6 de cada lado; cada um teve a sua banheira em pedra, das quais restam algumas. Do lado esquerdo, dois tanques separados por paredes, aos quais se sucedem dois quartos que deveriam servir de vestiários – deveriam corresponder aos banhos masculinos e femininos de doentes chaguentos – muito provavelmente com água que teria servido para os banhos individuais. Separada deste por um antigo “jardim” termal está, a cerca 50 m para jusante da ribeira, a antiga venda/tasca, com sala central correspondente ao local da loja e 4 quartos anexos, sendo um deles cozinha. Ao lado desta construção uma chaminé coberta para churrascos, e por detrás o que seria um grande estábulo. Estes dois núcleos (estábulo e churrascos) parecem ser as construções mais recentes, talvez anos 1950. A cerca de 100 m, numa pequena elevação, encontra-se a hospedaria, também com dois períodos de construção, a primeira com os 15 quartos descritos em 1893, e outros 15 acrescentados nos anos 40. É uma construção rectangular, onde as duas fachadas compridas de 40 m formam duas alas de quartos, com as suas portas e janelas. Com uma largura de 8 m, cada módulo de quarto tem 4x3 m; é curiosa a sua divisão interna, onde estes módulos formam 3 “apartamentos” com quarto e cozinha, 2 “apartamentos” com dois quartos, e 8 quartos com cozinha (ou seja, com chaminé); dois deles comunicam, formando em caso de necessidade a “suite”; 6 quartos ainda com as dimensões deste módulo e 6 quartos de 2x2 m nas extremidades da construção (3 de cada lado). Há na disposição das construções, no seu jardim termal, bastantes semelhanças com a Fadagosa do Pereiro (Marvão); embora sejam mais modestas, seguiram o exemplo dessas termas.

Natureza
Sulfatada (ambiente metalífero, Calado 1992). Em relação às vizinhas águas da Casqueira é dito que são hipossalinas ferruginosas (Acciaiuoli e Contreiras). Mas esta também parece ser uma água muito ferruginosa, formando uma nata vermelha à superfície.

Alvará de concessão
Diário do Governo, nº249 de 3/11/1893 - Alvará de concessão. Declaradas abandonadas em 1960
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Historial
As primeiras descrições de utilização da água são feitas por Rolo (1893), que referiu que depois da descoberta a água na vizinha herdade da Casqueira, em 1860, os trabalhadores desta herdade da Ganhoteira começaram a utilizar uma água não potável, que nascia da galeria de exploração mineira de pirites de ferro, já exploradas pelos romanos, e recolhidas num poço de 9,20 m de fundo por 3,45m de secção, que vem para o exterior por canalização a cerca de três metros de profundidade do poço, ou extraída por bombagem. No local existia uma casa com 15 quartos onde se alojavam os aquistas, tendo o balneário 12 tinas, 6 para banhos frios (18º) e as outras 6 para banhos quentes; os doentes chaguentos banhavam-se em estabelecimento especial (Rolo 1893). Em 1912 tudo estava em ruínas, houve reclamações para renovação do balneário mas o concessionário não teve posses para os trabalhos. Em 1939 era concessionário Carlos Maria Eugénio de Almeida, herdeiro da concessão de 1893,


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