UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA
Sábado, 17 de Janeiro de 2009
DESEMPREGO AFECTA CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO

 

No passado dia 13, Viana do Alentejo assinalou a passagem de mais um aniversário da restauração do Concelho. Em altura de festa o Presidente da Câmara aproveitou a ocasião para lembrar alguns problemas que afectam o Concelho, nomeadamente o desemprego.

 


O Cine-teatro Vianense encheu no passado dia 13, para ouvir Jorge Palma, o autor e cantor de “Frágil”, “Deixa-me rir” e “Encosta-te a mim”, num concerto que marcou o encerramento das comemorações do aniversário da Restauração do Concelho.
Pouco passava das 21h30 quando Jorge Palma subiu ao palco para um espectáculo que agradou às cerca de 400 pessoas presentes, numa plateia composta por gente de todas as idades.
Durante a manhã, o Cine-teatro Vianense foi palco da cerimónia oficial “do dia maior do Concelho”na qual foram agraciadas quatro instituições com provas dadas. Foram elas a Banda da Sociedade União Alcaçovense, o Grupo Coral Velha Guarda de Viana do Alentejo, o Grupo Coral e Etnográfico de Viana e ainda a Associação de Convívio dos Reformados de Alcáçovas.
No decorrer da cerimónia que assinalou o 111º aniversário da Restauração do Concelho, o Presidente da Câmara aproveitou a ocasião para fazer referência a alguns problemas que afectam a região. Para Estevão Pereira, o desemprego é o maior problema do Concelho que leva na sua opinião à “instabilidade social, a alguma insegurança e a que alguns jovens abandonem o Concelho para países europeus de imigração, e ainda para países africanos de língua portuguesa”. Para o edil trata-se de um problema nacional que deve ter uma resposta de escala nacional, apesar de achar que nada está a ser feito para inverter esta situação. E deu como exemplo o fecho da Unidade de Inserção na Vida Activa (UNIVA) no Concelho.
Estevão Pereira aproveitou ainda a cerimónia para realçar outros problemas que afectam as populações do Concelho. O autarca lembrou que o SAP continua encerrado por vontade do Ministério da Saúde. “Apesar de diversas iniciativas que tiveram lugar no Concelho para recolocar o horário do SAP como estava antes, não houve qualquer sinal por parte do Governo ou do Ministério da Saúde para que a mudança pudesse acontecer”, garante. E, reafirma que “o assunto não está esquecido”.
Também as forças de segurança não foram esquecidas. Apesar de ser património do Estado, segundo o autarca, o quartel da GNR continua “milagrosamente de pé” a aguardar por uma intervenção.
Outro dos assuntos focados por Estevão Pereira foi o Plano Regional do Planeamento do Território que define que em todo o distrito apenas o eixo da A6 é zona de desenvolvimento industrial e, como tal, passível da criação de zonas industriais. O autarca deixa no ar uma questão – “E o resto do distrito?”. Assim sendo, quem não está entre Évora, Vendas Novas e Borba, dificilmente consegue obter financiamento.
O património, mais concretamente o Palácio dos Henriques, em Alcáçovas, propriedade do Estado também não escapou às críticas. Ano após ano são apresentadas propostas em sede orçamento de Estado para que as obras tenham início, no entanto, e de acordo com o edil “ano após ano os deputados do maior partido político com assento parlamentar chumbam as respectivas propostas”.

Ciclo de grandes investimentos
O Concelho de Viana do Alentejo está a entrar num ciclo de grandes investimentos em equipamentos colectivos. É o caso das piscinas em Alcáçovas e Viana do Alentejo, da construção do Centro Escolar de Viana, do projecto de recuperação dos centros históricos bem como a repavimentação e criação de espaços verdes nas freguesias. Obras que prometem, segundo o autarca, “mudar a face das nossas terras”, sem nunca esquecer as chamadas pequenas obras também importantes para a qualidade de vida das populações.
Apesar da crise ser global, Estevão Pereira garante que o Concelho é capaz de criar riqueza.  Apesar de todas as dificuldades “há capacidade de gerar receitas, em alguns casos o dobro de outros municípios supostamente mais desenvolvidos e maiores do que nós”, remata.
 


Retirado de http://www.cm-vianadoalentejo.pt/

 



publicado por José Rocha às 12:28
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10 comentários:
De Anónimo a 17 de Janeiro de 2009 às 12:54
Se me permite gostaria de deixar uma pergunta.
Então o Pavilhão em Aguiar já não vai ser construído ?
Ou será que o nosso Presidente se esqueceu de falar na sua construção.


De Anónimo a 17 de Janeiro de 2009 às 21:53
seria bom dizerem-nos o que o presidente desta camara fez para atacar o problema do desemprego no concelho. NADA


De Maneli a 18 de Janeiro de 2009 às 22:44
NADA;NADA;NADA
Durante este mandato nada de nada!!!!!!!!!!!!!!!


De peixebanana a 18 de Janeiro de 2009 às 01:50
belo concerto


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2009 às 08:21
O presidente desta camara tenta pelo menos ajudar sempre que possivel as empresas a fixarem-se, embora este não seja um municipio socialista como o de Évora onde iam nascer 8600 postos de trabalho. Não se recordam dos anuncios do primeiro ministro na arena de Évora com o dr. ZÉ Ernesto muito contente ao seu lado? era o Evora Forum. a fábrica de aviões a ampliação do parque industrial...miragens meus caros, a tyco vai esta semana enviar cartas de despedimentos e não só não aumentam os postos de trabalho como diminuem. Temos no nosso país a maior taxa de deemprego dos ultimos 23 anos, será a culpa do presidente da câmara??


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2009 às 11:09
Esse discurso é uma réplica daquele que já tinha sido recitado de manhã, quando “foram agraciadas … a Banda da Sociedade União Alcaçovense, o Grupo Coral Velha Guarda de Viana do Alentejo, o Grupo Coral e Etnográfico de Viana e ainda a Associação de Convívio dos Reformados de Alcáçovas”.

O Senhor Presidente diz no seu discurso: “Quanto à capacidade de gerar receitas, em alguns casos, o dobro de outros municípios supostamente mais desenvolvidos e maiores do que nós”..
Com tanta convicção, quanto à realidade transmitida ao auditório, o Sr., Presidente da Câmara deve saber de cor os montantes exactos, mas seria transparente que nos transmitisse esses valores que só ele deve conhecer.
De manhã falou nas receitas do IRS – imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, arrecadadas no concelho. Também aí estávamos na linha da frente. A pergunta fica no ar: qual a percentagem desse dinheiro correspondente ao trabalho daqueles que exercem a sua actividade fora do concelho, dos migrantes?
É só ver a correria de carros deslocando-se com trabalhadores para fora do concelho.
Sobre as receitas do IRC - Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, veríamos aí certamente a infeliz pujança do tecido empresarial do nosso concelho.
Quanto às obras, ficava bem dizer que a Piscina Coberta de Viana e Reabilitação do Centro Histórico de Viana, vão ser financiadas pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional, o mesmo acontecendo ao Centro Escolar a efectivar-se com recurso a financiamento comunitário.

Posto isto, MÃOS ÀS OBRAS, pois, mais uma vez, já estamos atrasados relativamente a outros concelhos.

No link seguinte, como vemos, naquela data, o concelho de Viana do Alentejo não consta dos 12 Municípios referentes ao Concurso n.º1
http://www.ccdr-a.gov.pt/default.asp?action=news&idnews=226

Sobre Zonas Industriais esgotámos a oferta:
Zona Industrial de Alcáçovas: área livre 0(zero) m2
Zona Industrial de Alcáçovas: área livre 0(zero) m2
Zona Industrial de Aguiar:?????
http://www.evoradigital.biz/pt/conteudos/empresarial/evora+empreende/empreender+e+criar/instalacao+da+empresa/Viana+do+Alentejo/Zona_Industrial_de_Alcacovas.htm

Podemos consultar também neste site o que os outros concelhos têm disponíveis.

José Luís Potes Pacheco


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2009 às 20:42
Falam, falam mas não os vejo a responder ao que verdadeiramente interessa. No discurso do Presidente da Câmara foram referidos vários problemas do Concelho que são da responsabilidade do governo resolver e que nada tem sido feito. Alguma coisa dita pelo Presidente é mentira? Qual? São todas verdades e é esse incomodo que os leva a disparar ao lado, para tentarem que as pessoas não percebam. Pois é. Bem pode o Sr Pacheco esfalfar-se para tapar o sol com a peneira. Responda Sr. Pacheco. Do que foi dito alguma coisa é mentira? Qual?


De Luis a 18 de Janeiro de 2009 às 22:48
A culpa é sempre dos Governos, pk o PC nunca lá esteve.
Será quem gere as verbas da Autarquia também é o Governo????? AhAhAh

O SR Pacheco anda a amedrontar muita gente.

Anda Pacheco como dizia a fadista!!!!


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2009 às 22:58
A informação que chegou ao meu conhecimento de que teria havido discurso do Sr. Presidente da Câmara no Cine teatro Vianense, antes do espectáculo, não corresponde à verdade, pelo que peço desculpa pelo lapso.
Esse discurso existiu e eu presenciei-o de manhã quando foram agraciadas a Banda da Sociedade União Alcaçovense, o Grupo Coral Velha Guarda de Viana do Alentejo, o Grupo Coral e Etnográfico de Viana e ainda a Associação de Convívio dos Reformados de Alcáçovas.
Assim, relativamente ao comentário anterior, por mim efectuado, “apago” o primeiro parágrafo.

José Luís Potes Pacheco


De polvorosa a 20 de Janeiro de 2009 às 14:14
De um Presidente de Município não se espera apenas um discurso vago e vazio de conteúdo, espera-se sim possuir uma estratégia clara e inequívoca de desenvolvimento para melhorar a qualidade de vida dos seus munícipes e num momento complicado dar confiança às pessoas, não me interessa nada o seu choradinho. O mandato desta equipa no Município está ferido de morte.

Nos próximos dias vou identificar os 7 pecados capitais desta administração liderada pelo Sr. Estevão Pereira. Hoje é o Desemprego.



Primeiro pecado capital. O Desemprego. Não conseguiu atrair investimento externo. Não consegue fixar empresas. Não tem políticas de atracção de mão-de-obra jovem nem de população imigrante. Não há uma significativa baixa de impostos para as empresas. O Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Económico não funciona. O Programa Finicia (FAME) não trabalha em proximidade com empresários, não consegue apoiar ninguém. Não há cursos de formação profissional para os trabalhadores. Não há estímulo ao empreendedorismo na juventude. Não há apoio a uma marca de qualidade concelhia. Não há uma campanha de divulgação do concelho para potenciais investidores. Não há uma aposta estratégia de promoção de um único produto local. A cooperação/internacionalização com outras regiões internacionais é zero. O artesanato não está a ser rentabilizado como merecia. Alguém conhece no concelho alguma start-up ou ninho de empresas para apoiar os empresários locais? Não. Apoios à agricultura, por exemplo, apoiar pequenos produtores através da venda de cabazes agrícolas não existem. Estão identificados e apoiados os principais produtos de qualidade que servem como marca própria e são consideradas apostas estratégicas do concelho? Longe vai o tempo dos chocalhos nas Alcáçovas e da olaria em Viana, actualmente qual é o produto/bem prioritário defendido pelos responsáveis políticos? Ignoramos. Não há estratégia de complemento entre gastronomia, alojamento, património e cultura como forma de promover o turismo. O turismo religioso num concelho com potencialidades obvias tem estado a ser apoiado como poderia ser? Claro que não. Metade da economia em Aguiar é composta por cafés, tasquinhas e tabernas, qual é o evento agregador desta oportunidade local? Alguém me consegue dizer onde é a prometida Zona Industrial em Aguiar? Os responsáveis políticos preocuparam-se seriamente em desenvolver o tecido empresarial da zona industrial de Alcáçovas? Não me parece. O que se está a fazer para as empresas localizadas no concelho beneficiarem do QREN? Sessões de divulgação, sensibilização, informação...



Evidentemente o Primeiro Ministro Sócrates tem culpas no cartório, especialmente em termos de política macro-económica nacional, mas todas estas medidas que destaquei são falhas da actual equipa autárquica liderada pelo Sr. Estevão Pereira, é uma questão de escolhas políticas, de prioridades económicas e aí há erros crassos na gestão local da coisa pública.

Falha redonda da Câmara no apoio ao sector privado gerador de riqueza e de postos de trabalho e uma fuga em frente no sector do investimento público porque alicerçada em maus diagnósticos e sem envolver a população na tomada de decisão, ao ritmo do calendário eleitoral.

http://polvorosa.blogs.sapo.pt


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