UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
O ANONIMATO É A PRIMEIRA ARMA DOS COVARDES!

Excerto de um Texto de DIHELSON MENDONÇA

 



"Pois quem é verdadeiro, não precisa ser anônimo. Quem tem coragem de olhar olho no olho e tem luz própria não precisa do anonimato. Somente as larvas pusilânimes mais primitivas e fracas podem valer-se do anonimato para atacar os outros, porque não tem caráter e coragem para assumir aquilo que são.

O valor de um homem está no seu caráter. Toda pessoa que se esconde no anonimato É ANTES DE TUDO, UM MAU CARÁTER ! Ninguém que possui bom caráter precisa se esconder de nada nem defende o anonimato!

Morre-se até para defender um ideal! Um anônimo prova que não é digno nem de morrer. É abaixo do que se pode considerar um homem.

A tática de atacar nas sombras é uma tática que foi adotada por arruaceiros em décadas anteriores para jogar pedras e paus quebrando vitrines das pessoas e depredando o patrimônio público em nome de falsos ideais, de pessoas cujo único compromisso na verdade, era e é com seu próprio EGO e o cult à própria personalidade, com falácias, seduzindo o povo para uma luta, mas na hora de lutar, se escondendo atrás, nas últimas fileiras, por medo das balas.

É esse tipo de gente que por ter a personalidade de um covarde, faz alianças nas sombras, para conseguir galgar aquilo que pretende. São bôbos-da-corte, disfarçando-se de filósofos, para conduzir multidões inteiras ao precipício sob pretexto de progresso.

São enfim, gente que definitivamente, não merecem a nossa confiança, traiçoeiras, víboras que podem nos atacar à primeira oportunidade disponível.

Todo aquele que se utiliza do anonimato para atacar alguém é necessariamente um frouxo, um covarde, assim como é cúmplice da covardia, e do Mau-Caratismo aqueles que a defendem.



Falo, e mostro a cara!
As pessoas julgarão quem tem caráter.
Não sou anônimo.
Não preciso me esconder.
Alguns é que precisam.

Falo, mas ASSINO EMBAIXO,
Não devo, não temo, não sou anônimo!"

Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com
 

Editado Por José Luís Rocha



publicado por José Rocha às 10:43
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2 comentários:
De Carlota Fialho a 22 de Maio de 2008 às 17:32
Com muita ligeireza e com uma boa dose de superioridade moral, toda a gente aponta o dedo ao anonimato, declarando-o fonte decisiva de descredibilização da blogosfera. Qualifica-se e condena-se moralmente a escrita anónima, mesmo a que seja anódina, inócua ou simplesmente banal, através da presunção iniludível de que quem escreve sem assinar esconde a sua identidade com o simples propósito de não assumir qualquer responsabilidade pelo que escreve e pelas consequências do que escreve. Na melhor das hipóteses, atribui-se o anonimato a uma espécie de fraqueza de espírito do autor, que lhe reprime a coragem de escrever com autoria identificada.

Neste ponto, entronquemos a discussão do anonimato com a da privacidade, tema que, nos últimos dias, também serviu para diversas declarações apologéticas da separação do público e do privado e condenatórias da instrumentalização do privado em função do público. Sendo, penso eu, indiscutível esse direito à reserva dos dados pessoais (quer tratando-se de figuras públicas quer de cidadãos sem qualquer notoriedade de massas), é importante que se tenha presente, no contexto da discussão do anonimato, que qualquer cidadão é titular de um direito inviolável à reserva da sua privacidade, que integra o direito à reserva da sua identidade sempre que o modo de acção não implique a necessidade da sua identificação. Por outras palavras, sempre que a sua acção valha por si mesma, sem que esteja condicionada pela identidade do sujeito que a pratica. É este o conteúdo positivo do direito ao anonimato.

Na delimitação negativa do direito, o indivíduo que pretende manter-se socialmente anónimo (sendo as razões dessa reserva do foro pessoal e, portanto, divulgáveis apenas na medida da sua vontade e, na mesma medida, insindicáveis por terceiros) deve exercer esse direito com respeito pelas regras éticas das relações sociais. As que impõem, designadamente, que qualquer acusação seja fundamentada e, na mesma medida, contraditada pelo acusado, o que pressupõe o conhecimento (ou a cognoscibilidade) do autor da acusação (entre parêntesis, não resisto a fazer notar que, curiosamente, o Estado desrespeita esta regra ao admitir a possibilidade de qualquer cidadão denunciar anonimamente uma dada situação alegadamente ilícita às entidades fiscalizadoras e policiais) e a sua consequente censura e penalização, caso se demonstre que a acusação é, afinal, falsa ou difamatória.

De forma pacífica e quase sem reacção, tem-se instalado a ideia de que o anonimato se presume condenável e, portanto, passível de desclassificação moral do autor. Consolida-se o princípio segundo o qual um autor anónimo é um autor de segunda categoria, ainda que escreva com génio semelhante a Shakespeare ou Cervantes (sendo, neste caso, apontada a falha como um senão) ou ainda que escreva execravelmente e sem qualquer talento ou ideia digna de nota (sendo, neste caso, a falta de mérito imediatamente associada à qualificação de anónimo). A inversão desta lógica, que corresponderia à averiguação prévia da qualidade das ideias e da exposição de quem escreve sem se identificar antes de desvalorizar a escrita por ser escrita de gente anónima, começa a ser tarefa difícil. Falo, claro, de uma coisa bem simples: de preconceito, de pré-juízo.

O anonimato é apenas um dos diversos instrumentos que gente sem carácter pode utilizar para prejudicar terceiros, dependendo da sua capacidade criativa; não é o acto condenável em si mesmo. Geralmente está associado à covardia, à deslealdade e à pusilanimidade, qualidades essas que quem usa o anonimato para agredir outrem deve, seguramente, mostrar diariamente a todos os que lhe conhecem a cara e a identidade.

Mais haveria a dizer sobre isto: poderíamos, por exemplo, indagar até que ponto um anónimo (ou alguns designados anónimos, aliás), na semântica do establishment blogosférico, não é mais do que um desconhecido (como bem nota o Francisco José Viegas aqui). Eu, por exemplo, cidadã desconhecida de cerca de nove milhões de portugueses: que diferença faz eu assinar o que aqui escrevo como lolita ou com o meu nome verdadeiro? A mim, faz muita. A quem lê o que escrevo e não me conhece, nenhuma.


"In http://chumo.blogspot.com/2006/11/notas-sobre-o-anonimato-por-uma.html


De José Anónimo a 24 de Maio de 2008 às 00:24
“Pois quem é verdadeiro, não precisa ser anónimo ….. A táctica de atacar nas sombras é uma táctica que foi adoptada por arruaceiros em décadas anteriores…”

Respeito todas as opiniões mas. pergunto a DIHELSON MENDONÇA, como seria possível aos resistentes de todas as ditaduras e opressões ao longo da história manter pressão sobre os déspotas se não usassem na acção a arma do anonimato?
A resposta é bastante simples – seriam rapidamente eliminados.
Mesmo nas sociedades modernas, o anonimato legitima a própria democracia, citando apenas um exemplo entre inúmeros de que me poderia socorrer; não é por acaso que o voto é secreto, ou o autor do post queria novamente voltar ao tempo do braço no ar ou ao voto presencial, suprimindo livremente a vontade individual?
As circunstâncias históricas, sociais e pessoais determinam o peso que o anonimato pode ter nos nossos comportamentos e, quando bem usado, é um acto de coragem e de inteligência próprio do homo sapiens.

“A partir do século XVI, muitos autores escolheram manter o anonimato, em princípio pelas mesmas razões que, a partir sobretudo do século XIX, outros tantos preferiram esconder-se por detrás de um pseudónimo. As razões podem ser diversas: insegurança de principiante que não quer ver a sua obra julgada pela crítica, insegurança pelo arrojo da obra criada, simples capricho artístico, receio de defraudar o público, autodefesa (por exemplo, em face de censura ou perseguição políticas), etc. Em 1814, Walter Scott viu-se obrigado a publicar sob anonimato os três volumes de Waverly, que inauguraria o género do romance histórico; por medo da censura, regista-se um caso famoso entre 1515 e 1517.” (in http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/A/anonimo.htm)

Contudo, tal como na vida também no espaço da blogosfera devemos respeitar os outros, não utilizando a difamação e outras perversões a coberto do anonimato.

José Anónimo


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